13 de agosto de 2015

SOBRE O SOL...



Desde que se conhece, que a humanidade o adorou.
E ainda adora, talvez sem saber... :)
É ele que nos dá a luz do dia, que nos aquece, que nos alimenta,
enfim, que nos dá a vida.
Talvez por isso, ele foi Deus para Incas, Maias, Gregos, Egipcios, Romanos...
E, sabem que até o Natal começou como a festa de adoração ao Deus Sol?
Ah, pois é!
Dizem os entendidos que esta comemoração começou, pelo menos, 7 mil anos antes de ser associada ao nascimento de Jesus.
Celebrava então o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro.
Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até ao auge do verão.
E era só festa! Trocavam-se presentes e faziam-se grandes banquetes!
Comemorava-se o ponto de viragem das trevas para luz: o “renascimento” do Sol.
E hoje, cada vez mais longe de deuses imaginários, temos estes 'milagres' da ciência:
O Sol filmado pela Nasa.
Digam lá se não é um bom motivo para continuar a adorar o sol?!

10 de agosto de 2015

SOBRE 'ESTRELINHAS'...







Há pouco tempo alguém falou, numa rede social,
numa 'estrelinha' no céu,
referindo-se à irmã que perdeu.

Eu não conhecia a pessoa, mas conheço quem a perdeu,
estive presente na dolorosa despedida,
- a sempre dolorosa despedida -
por isso sei o quanto ela 'brilhava' para ele.

Também já tive a minha parte dessas despedidas,
também eu tenho duas 'estrelinhas' enormes no céu da minha vida...
Mas aquela expressão deixou-me a pensar,
pois embora metafórica e sentimental,
talvez ande mais perto da realidade do que pensamos...

Se é verdade que somos feitos da mesma matéria que as estrelas,
como muitos cientistas defendem,
já, pelo menos, fomos 'estrelas',
e assim sendo, será que podíamos alterar a expressão:
'Lembra-te Homem que és pó e ao pó hás de voltar',
por uma bem mais bonita e auspiciosa:
'Lembra-te que já foste uma estrela e um dia voltarás a brilhar'?
;)

Um abraço muito forte para quem nunca esquece as suas 'estrelinhas'...

23 de março de 2015

Entre o Sono e o Sonho...



 

 É verdade, já há muito tempo que não escrevia aqui.
Na correria do dia a dia não há tempo para tudo...
Mas aparece sempre alguma coisa, felizmente, para nos despertar dessas letargias, e nos lembrar do que gostamos realmente de fazer.
E foi o que aconteceu.
Em fevereiro recebi um convite da Chiado Editora, para participar na VI Antoligia de Poesia Comtemporânea.
Apesar de já não escrever poemas há muito tempo, acabei por deixar a caneta correr e, assim, muito naturalmente, surgiu um poema do qual gostei.
Chamei-lhe 'Fruto':

E esperei.
Não havia noticia mais triste
pela qual esperar.
E ali fiquei, presa ao momento, 
como se aquela nuvem cinzenta, 
não tivesse o sopro da brisa.
Como se o dia parasse na noite, 
como se a frase terminasse no não.
E esperei.

Os anos passaram, 
mas algures parei no tempo,
A alma sofria a espera,
o coração fingia não sentir, 
as horas passavam, 
mas era só lá fora...

Lá 'fora'? ... Fora do quê? 
De mim, do meu espaço, do mundo, do universo... 
Porque não podemos fingir
que o nosso espaço é diferente do dos outros? 
E o nosso tempo! 
E não é?

Os anos passam num instante! 
Ouvimos dizer...
Passam?!
Quem espera... 
Para quem espera o tempo não é igual 
Estão a ver aquela fila? É tão fugaz...
Dá a volta ao quarteirão? 
Mesmo assim! 
A minha fila foi a dor
e a ferida da espera 
tem cura apenas pelo amor.


O Lançamento dos 2 Tomos foi dia 21/03, dia da Poesia, no Casino de Lisboa, na Expo.
Alguns poemas foram lidos pela Custódia Galego, pelo Carlos M. Cunha e pelo representante da Chiado.
No final entregaram os Diplomas a todos os poetas.


Enfim... foi mais uma experiência.

















Mais livros para oferecer neste Natal...


Sendo o meu livro sobre Sintra, lembrei-me de um conceituado escritor que aqui viveu durante uns tempos: Hans Christian Andersen.
Hans Christian Andersen nasceu a 2 de abril de 1805 numa família dinamarquesa muito pobre. A sua mãe era lavadeira e o seu pai, apesar de bem letrado, sustentava a família trabalhando como sapateiro.
Toda a família vivia num único quarto.

O pai, com a juda de um teatro de fantoches, costumava encenar peças de Shakespeare, pois era um admirador do dramaturgo inglês, e conhecia muitas obras de memória.
Quis ser actor, cantor, e bailarino; mas acabou por criar contos infantis para leitores de todas as idades.

Andersen conheceu inúmeras personalidades da cultura de sua época, entre as quais Alexandre Dumas, Honeré de Balzac, Henrik Ibsen, Richard Wagner, , Victor Hugo, Franz Liszt, Johannes Brahms e Charles Dickens, de quem foi grande amigo.

Escreveu 156 contos, entre eles:
O Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio, O Fato Novo do Imperador, A Polegarzinha, A Princesa e a Ervilha.
Podem ver alguns no site:

Em homenagem a Andersen, a data de seu nascimento, 2 de abril, foi instituída como Dia Internacional do Livro Infantil.

A estátua da Pequena Sereia, em Copenhaguem, é uma homenagem ao escritor.
A Pequena Sereia foi transformada em desenho animado pelos estúdios fundados por Walt Disney.

Em 1866 Hans ficou hospedado na casa de José O’Neill, num pequeno lugar construído entre rochas e verdura.
Desta Quinta, Andersen conseguia ver a estrada para Sintra. Observava o Palácio e comparava as suas chaminés a 'duas garrafas de champanhe'.
Também apreciava fazer o caminho para a Serra, e no seu cimo deslumbrava-se com a paisagem que avistava: para norte o Convento de Mafra, para poente o Oceano, e, na direcção de Lisboa, os montes para lá do Tejo.
Visitou também a Quinta da Penha Verde, do Vice-Rei da India, o Palácio de Monte Cristo, e o Palácio do rico inglês Cook: o Palácio de Monserrate. Estas visitas foram feitas na companhia do poeta Edward Lytton, que passava o verão em Sintra, juntamente com a sua esposa.
Admirou o estilo rococó do Palacete de Seteais, e o Palácio da Pena, que considerou: 'Diferente, belo e pitoresco, o palácio de verão de D. Fernando eleva-se no alto, dominando toda a região”.
Ainda visitou o Conde de Almeida, no Palácio Pombal, edificio algo mourisco, com os seus terraços ajardinados.
No final, já de volta a Lisboa, comentou em jeito de despedida: 'O dia da partida aproximava-se. Custou-me separar-me do meu caro e generoso amigo José e de toda a beleza de Sintra. Em vertiginosa corrida, com o vento a assobiar, regressámos à «Quinta do Pinheiro»'.

14 de novembro de 2014

Lista dos Livros a oferecer neste Natal!

Oferecer que livro, e a quem...

Para mim, se temos de aderir ao consumo, que seja então por uma boa causa: Ofereça livros!

Aqui vão umas sugestões para o Natal.

Não, não é muito cedo, vão ver que, mais dia, menos dia, estamos lá!

Então, aqui seguem umas dicas:

. A Cidade e as Serras / Eça de Queirós - Para apoiar um amigo que está a pensar deixar a cidade, e os seus luxos, para ir viver no campo!

. Cem anos de solidão / Gabriel Garcia Marquez - Para aquele seu familiar que gosta de Pablo Neruda, e ainda pensa que há alguém que vai para o poder e será diferente destes todos!

. A Queda dum Anjo / Camilo Castelo Branco - (se o seu familiar não ficou convencido com o anterior!)

 . Pai Patrão / Gavino Ledda - Para os meninos mimados!

 . O Pêndulo de Foucault / Umberto Eco - Para o tio que gosta de teorias da conspiração, sociedades secretas, Templários... Especialmente se não gostar dele!

. Ficções / Jorge Luis Borges - Para aquela amiga que gosta de se perder em labirintos, filosofar sobre a inexorabilidade da vida e a perplexidade do Universo.

. A Imortalidade / Milan Kundera - Talvez para aquela tia demasiado conformista...

. O Principezinho / Antoine Saint-Exupéry - Para todas as crianças da sua familia, incluindo adultos! ;)

 . A Formula da Saudade / Daniel Oliveira - Para a mana romântica

. Sophia de Mello Breyner Andresen / Poemas - Se a mana romântica for mais deste género

. Felizmente há Luar / Luis de Sttau Monteiro - Para o pai que aprecia a história politica do País

. A Ilustre Casa de Ramires / Eça de Queirós - Para o mano mais velho, com o apurado sentido de familia

. O Segredo da Serra da Lua / de 'moizinha' :)  - Para a sua cara metade, para a pessoa que mais ama, para a mãe!

Boas leituras!

4 de setembro de 2014


Encontrei umas fotos antigas, precisamente de Sintra.

Adivinhem quem é a bebé da fotos? :)













                                   

3 de setembro de 2014

Revista / Newsletter - n.º2 - Agosto de 2014

Como sabem, o meu romance é sobre Sintra, e os seus mistérios.
Logo, não posso deixar de aconselhar umas caminhadas e algumas leituras cheias de Magia...

Aqui vão algumas páginas da Revista do Caminheiro de Sintra