22 de junho de 2016

Palavras (con) sentidas


Foi lançado dia 19 de Junho
Parabéns a todos os participantes e companheiros desta viagem,,,

O poema com que participei:





'A Rainha
Nascera longe de ali, mas era daquele país que sentia saudades.
Abraçara com ternura aquelas vilas, aquelas ruas e gentes.
E Óbidos... Que bonita prenda de casamento!
Do seu Dinis, do seu rei poeta

.
Fora consorte, ou sem nenhuma, rainha com apenas onze anos.
Mas agora as crianças brincavam na rua.
Invejou tanta alegria, tanta liberdade e inocência.
Ela perdera tudo isso, mas ganhara o nome de Santa.
Sorriu.
Ainda hoje, a viver onde vivia, não conseguia perceber aquele 'milagre'.
Quando o seu soberano marido lhe perguntou o que trazia no regaço,
e lhe respondeu: 'São rosas, senhor',
não esperava que ele desconfiasse:
'Rosas, em janeiro?'
E muito menos contava que o pão que escondia
se transformasse na verdade das suas palavras.
As ruas estavam diferentes.
As pessoas diferentes estavam.
Até trajavam de forma estranha...
Mas alguns rostos permaneciam iguais, tristes e pobres.
Perguntou para si, se a rainha de agora não cuidava deles.
Estavam tão sós e abandonados...
Sentiu uma lágrima correr.
Quis fazer outro milagre.
Dar pão e calor.
Só mais um milagre.
Mas o seu corpo já não pertencia ali.
Só a sua alma ali ficara.'


21 de abril de 2016

Hoje é dia do 'Jardim de Infância'




O nome 'Jardim de Infância' parte do princípio de que as crianças devem ser cuidadas e cultivadas, como se de plantas se tratassem. 
 
Bonito, não?!  :)
 
Devemos o conceito e o nome a um alemão, Friedrich Froebel, que, apesar de ter nascido no século 18, já defendia que as crianças deviam ter um espaço onde recebessem um tipo especial de educação.
 
 
Em Portugal as primeiras instituições especificamente para crianças até aos 6 anos datam de 1834, durante a Monarquia, pertenciam à iniciativa privada mas com preocupações sociais.
Mais tarde em 1911, durante a I Republica duas leis acerca do pré-escolar estabelecem fundamentos no que se refere aos objectivos, programa, qualificações dos professores, etc, mas muito pouco foi feito devido à situação económica caótica do país
Nas primeiras décadas do Estado Novo foram extintos os jardins-de-infância oficiais e as medidas politicas orientaram-se no sentido de estimular a função educativa da família e no apoio a instituições particulares. O ministério da educação deixou de ser responsável pela educação pré-escolar, enquanto outros ministérios desenvolviam serviços para as crianças antes da sua entrada no ensino obrigatório sendo o objectivo principal destes serviços a diminuição da mortalidade infantil onde a enfermeira de saúde publica tinha um papel fundamental. Até 1906 a maioria dos centros para as crianças com menos de 6 anos não tinham objectivos educacionais preocupando-se com os cuidados e necessidades mais básicas das crianças.
Em 1971 com Veiga Simão no Ministério da Educação a educação pré-escolar foi reintegrada no sistema educativo oficial fazendo parte de uma remodelação total do sistema educativo português, que foi interrompido devido à Revolução 25 de Abril de 1974.
Após 1974 nota-se um aumento significativo do número de jardins de infância e creches, do número de escolas de formação de educadores de infância, e ainda no número de centros de educação especial.
A partir de 1997, o ME implementa o Programa de Expansão da Rede de Educação Pré-Escolar, com o lema:
 
 "Um Bom Começo Vale para toda a Vida". 
 
 
Então, o nosso agradecimento a Froebel, pela ideia, 
e aos 'jardineiros' dos nossos filhos, que os 'cultivam' todos os dias!
 
 

3 de abril de 2016

Até sempre Mestre Pádua!




Na vida acontecem acasos felizes...
No prédio onde moro com a minha família, viemos a conhecer o Sr José, um vizinho simpático e conversador.
No entanto, nunca falara do que fazia, a não ser quando soube que eu também gostava de pintar.
Convidou-nos então para ver as centenas de quadros que tinha em sua casa e, posteriormente, para uma exposição sua numa Galeria da C M Amadora.
Vim então a conhecer o Mestre José Pádua.
Confesso que só aí conheci o seu trabalho. Mas gostei, não só do que fazia, mas da forma humilde como o fazia.
Passado algum tempo, veio, pessoalmente, convidar-me para participar na exposição em sua homenagem. Trouxe-me a tela e tudo :)
Felizmente que a Câmara da Amadora o homenageou em vida!
Felizmente para ele e para todos nós que tivemos a oportunidade de o fazer.


Nunca me esquecerei do modo simples como ensinou a nossa filha a desenhar um cavalo, e guardaremos esse desenho sempre com muita admiração e carinho.
José Pádua partiu, mas como um dia escrevi na tela em sua homenagem, estará vivo, sempre vivo, nas nossas memórias.


26 de novembro de 2015

O DIA DO BOLO



Hoje é o dia do Bolo
É sempre muito 'doce' existirem dias destes!!!
Quando falamos em bolo associamos logo o do nosso aniversário, pois talvez seja esse o mais significativo durante o ano.
Não pelo chocolate ou pelo creme que possa exibir, mas talvez pela data que assinala, ou pelas mensagens que costuma trazer...
Comemorar o aniversário começou por ser uma festa pagã, onde as velas simbolizavam a ligação ao espiritual.
Na Grécia antiga homenageava-se Artemis, deusa da caça, com um bolo de mel, redondo, coberto por velas, simbolizando a lua.
Tanto os gregos como os egípcios festejavam o aniversário, mas apenas das figuras sociais mais altas e dos seus deuses.
Só na Idade Média essas festividades começaram a chegar também aos
camponeses. Eles festejavam o aniversário dos seus filhos com um bolo, enfeitado com as
velas respectivas ao número de anos, como fazemos actualmente, com a diferença que juntavam mais uma vela a simbolizar a luz da vida.
Bonito, não?
Ah, e sabem porque nos rodeamos de familiares e amigos nessa data do nosso aniversário?
Vem também da Idade Média, onde se acreditava em espiritos bons e espiritos maus.
Então, para que estes ultimos não fizessem mal ao aniversariante, a familia protegia-o com a sua presença, com votos de felicidade, com cantos, presentes e... bolo!
Tudo isto ficou e, embora hoje já tenhamos esquecido a questão dos espiritos, é sempre uma boa energia quando festejamos em boa companhia ;)
O melhor bolo que tive até hoje foi oferecido pelo marido, no meu aniversário, e era a foto do meu livro.
Um sonho que eu acabara de realizar... Foi uma surpresa muito boa!

Assim, não esqueçamos, no próximo aniversário, de agradecer a velhos rituais pagãos a presença da familia, dos amigos e - claro! - do bolo!!

Eu, por mim, e hoje, agradeço ao marido ;)





9 de outubro de 2015

DIA DOS CORREIOS


Ora, eu ainda sou do tempo :) em que se escrevia cartinhas...

É verdade.

Por mais que custe a acreditar à malta das 'redes' nós conseguíamos
viver - e sobreviver! - sem net, sms, mails, faces, ou qualquer coisa assim 'ao momento'

O mais rapido seria talvez um fax :)

Escrevia-se à amiga, ao namorado, à familia, a toda a gente.

Quando se ia de férias, nem que fosse uma semanita, não podia faltar o envio de um postal com uma paisagem lá da zona com um 'Olá, cá estamos na praia x, o tempo está bom, etc, etc'

E lá fazíamos a nossa letra mais bonita e por vezes até uns desenhos, umas flores, uns corações...
:)

Sim, não era rápido, por vezes o postal até chegava depois de nós :)
mas era mais pessoal, mais intimo.

E depois tinha a ida ao correio, a espera da resposta, o receber aquele envelope...

Além de que podíamos guardar essas missivas na nossa caixinha, fisica, da correspondência.

Quantas vezes não vamos ainda a essa caixinha matar saudades...

Ok, dirão vocês, ninguém me proíbe de continuar a escrever.
Pois não, mas com tantos meios ao dispôr, acabamos por perder o hábito;
e até porque passámos a viver na sociedade da 'pressa' e da 'falta de tempo'.

Muito embora eu ainda goste de enviar os meus postaizinhos de Natal para a familia mais distante.

Agora, posso lançar um desafio? ;)
Então e se escrevessemos hoje uma cartinha a alguém?

Aposto que esse 'alguém' ia ficar muito feliz!
;)

7 de outubro de 2015

Dia dos Castelos



Hoje é o dia dos Castelos

É verdade, a minha opinião é suspeita, pois sou uma admiradora de Sintra, das suas lendas, do seu ambiente, da sua arquitectura, enfim, do seu misticismo; mas, se tivesse de escolher um Castelo português, escolhia o Castelo dos Mouros.
E por várias razões.

Como se situa num dos cumes da Serra da Lua, a sua paisagem é unica e permite contemplar o Paço de Sintra, a vila, o Palácio da Pena, a serra e a longa planície até ao oceano Atlântico.

A sua configuração é também peculiar, pois precisou de contornar os blocos graniticos da serra, vencer penedos e íngremes penhascos, além de que sobreviveu a diversos episódios da história nacional, incluindo o terramoto de 1755.

Neste Castelo já se descobriram moedas da primeira dinastia portuguesa e artefactos cerâmicos de várias épocas históricas.
Aliás, por baixo desta construção, como por baixo de toda a serra, existem grutas, tuneis, grandes galerias, que se julga terem sido feitos pelos Mouros e pelos Templários.

Dizem que alguns tuneis vão dar ao mar...

E, como não poderia deixar de ser, o seu misticismo. O Castelo dos Mouros, tem sido assinalado, ao longo dos tempos pelos monges budistas, como uma das entradas para o lendário 'Paraiso Perdido'...

Será?  ;)


Podem ver a historia deste Castelo num video do youtube:

Espero ter defendido bem o 'meu' Castelo :)

5 de outubro de 2015

Dia do Professor



Hoje é dia do Professor.
Talvez porque perdemos o feriado da Implantação da República, hoje ouvimos dar mais ênfase ao dia do Professor.
Tudo tem o seu lado positivo :) 
 
É, sem sombra de duvida, uma das profissões que mais merece o nosso reconhecimento.

Se consultarmos a Historia ela diz-nos que os primeiros professores foram os sofistas. Um grupo de intelectuais, cientistas e pensadores que surgiu na Grécia e que transmitia os seus conhecimentos. Muitos deles ainda estudados na actualidade.
Na altura eram mestres itinerantes que, nas suas viagens, tentavam atrair jovens para a vida pública, oferecendo-lhes educação a troco de vultosas quantias.
Como os tempos mudam! :)

Mas eu não concordo com a História...
Para mim o primeiro professor foi o primeito pai e a primeira mãe; tal como para nós foram os nossos pais e como nós somos para os nossos filhos.

E, apesar dos tempos mudarem sim, deviamos ter sempre presente que a Educação surgiu por necessidade, para nos ensinar a sobreviver, e não para atribuir diplomas ou 'poleiros'. Nem para nos distinguir por diferentes 'graus'.
Outrora quem ensinava era quem tinha a experiência de algo, como caçar, cultivar, pescar...

Hoje a Educação é uma industria. 
Surgiram diferentes locais de ensino, manuais de todo o género, multiplas disciplinas, diferentes tipos de interessados.
As avaliações assumiram o papel principal e, mais preocupados com as notas do que com a aprendizagem, os alunos começaram a decorar, a copiar, a cabular.

Perdeu-se o princípio básico da Educação: preparar para a vida.

Mas, como bons professores ainda existem e ainda tentam, contra tudo e contra todos, manter a máxima, presto aqui a minha homenagem a eles:
A minha professora primária, o meu professor de filosofia do 12º ano, e, hoje em dia, o professor da minha filha.

A todos, por motivos diferentes, agradeço o esforço que fazem para manter esse principio.

Tenho esperança e acredito, que, felizmente, ainda existem mais por esse mundo fora...