16 de setembro de 2016
O meu novo livro :)
'A Historia dos Gatos' é um livro onde o Gato Pinky conta à sua dona Carlota,
uma menina de 7 anos, as aventuras e desventuras da sua espécie ao longo dos tempos.
Neste conto ficarás a saber que os gatos foram tratados como Deuses
no tempo do Antigo Egipto,
que já foram associados a bruxas na Idade Média,
e até que ajudaram a Humanidade a acabar com a Peste,
uma doença que matou muitas pessoas.
Hoje fazem parte da nossa familia, pois habituá-mo-nos à sua presença,
sempre curiosa, meiga e divertida.
Este livro, embora dirigido a crianças, torna-se transversal a todas as idades,
pois nunca é demais lembrar a importância dos animais,
como se adaptaram às nossas vidas,
e o que devemos a todos eles.
Neste caso, ao nosso amigo felino: o Gato doméstico.
3 de setembro de 2016
Dia do Biólogo
Hoje é dia do Biólogo...
Aristóteles foi, pelo que conhecemos, o primeiro biólogo da humanidade. Na Grécia Antiga, ele criou o primeiro sistema de classificação de animais.
Apesar de já existirem relatos biológicos na pré-história, estes não tinham bases cientificas; mas os babilónios e os egípcios já dominavam conhecimentos de plantas e da produção de óleos vegetais.
Os povos árabes continuaram a divulgar os estudos da civilização romana, até que, nos séculos XII e XIII, surgem as primeiras escolas e universidades na Europa.
No séc XVI começam as verdadeiras pesquisas sobre a fauna e flora, devido ao êxodo dos sábios Bizantinos para o Ocidente.
No entanto, é só no século XVII, que a biologia se consolida como ciência e se classificam as espécies.
Hoje em dia a biologia encontra-se dividida em diferentes estudos, como a botânica, a zoologia, a genética, a bioquímica, etc.
Sabendo que os biólogos estudam os organismos vivos, reprodução, relação com o meio ambiente, a origem dos seres, vem à nossa memória, quase de imediato, Charles Darwin.
O seu conhecimento cientifico, divulgado depois em dois livros que explicavam a evolução das espécies e o surgimento da raça humana, revolucionaram o conhecimento cientifico.
Apesar de aceites, actualmente, no mundo cientifico, estas suas obras geraram muita controvérsia na altura, pois contrariavam as explicações religiosas.
Recentemente, a Igreja Anglicana pediu desculpas a Darwin, pelos ataques ferozes que lhe dirigiu no passado.
Talvez ao contrário do que se pensa, Darwin começou por ser muito religioso. Só nos seus últimos anos de vida se declarou agnóstico. Se foi devido a tudo o que apreendeu com a conservação das raças favorecidas na luta pela vida, ou com a morte da sua filha de dez anos, é algo que não podemos saber.
30 de agosto de 2016
Sobre Antas e Dolmens...
Existem mil e uma informações sobre festas e romarias
das nossas terrinhas, mas se procuramos uma Anta... Ninguém sabe onde fica. Por
vezes, nem sabem o que é.
Daí o 'Lithos' na placa
Sim, fui saber :)
São típicas das sociedades pré-históricas, edificadas essencialmente no perído neolítico (por vezes também na idade do Cobre e do Bronze) com objectivos simbólicos, religiosos e principalmente funerários.
As
primeiras construções megalíticas, da Europa Ocidental,
localizam-se em Portugal, e datam de finais do VI milénio antes da nossa
era.
Esta Anta, conhecida também como Anta da Casa dos Mouros
está situada no topo de um planalto a 50 metros de altitude, onde o rio Frio
desemboca no rio Tejo, na Freguesia de Ortiga, Conselho de Mação, a escassos
metros da linha ferroviária de Beira Baixa.
Está incluída no grupo dos dolmens mais antigos do Atlântico.
Coberta com uma vegetação rasteira, alguns arbustos e oliveiras, foi
identificada no inicio dos anos setenta, e nas suas redondezas encontraram
também fragmentos cerâmicos e pontas de setas, que permitiu enquadrar esta Anta
no período de transição do Neolítico Médio para o Neolítico Final.
Tem um corredor orientado para a nascente, delimitado por blocos de granito
retangulares, cravados na vertical. A câmara poligonal tem aproximadamente 3
metros de diâmetro, e é formada por 6 esteios de granito de forma retangular,
muito irregulares, aguçados nas pontas, alguns dos quais já se encontram
partidos.
O corredor tem um comprimento de 3,50 metros e uma largura de 1,10 metros.
O corredor tem um comprimento de 3,50 metros e uma largura de 1,10 metros.
O tecto foi encontrado partido no chão da câmara.
(fonte: internet)
Não sei se sentem o mesmo, mas quando visito estes locais, onde a mais
antiga História começou, sinto arrepios.
Tento imaginar as figuras daquela altura, homens, mulheres, crianças, na
sua vida tão simples, dedicados à terra e à caça...
É quase como uma viagem no tempo.
26 de agosto de 2016
Dia Internacional da Igualdade da Mulher
Hoje celebra-se o Dia Internacional da Igualdade da Mulher...
Não será propriamente uma 'celebração' dado que essa igualdade está ainda muito longe de existir, e que o digam as jovens que neste século são ainda castigadas, mutiladas e raptadas, por vezes apenas porque queriam estudar, outras vezes apenas porque sim...
Perdoem o desabafo, mas o simples facto de termos que lutar por uma 'igualdade' já me parece descabido.
Se o ser humano habita este planeta há mais de 2 milhões de anos, e se no inicio era uma sociedade matriarcal, onde a mulher era considerada quase um ser sagrado devido à sua capacidade de ser mãe, de organizar um lar e até de caçar, foi com as lutas para a conquista de território que se começou a dar mais importância à força física, logo ao homem.
Com as guerras por mais território e terras mais férteis para cultivo,começaram a surgir as primeiras aldeias, depois as cidades, Estados, e Impérios, criando-se as sociedades patriarcais, em que predomina a lei do mais forte.
A mulher tinha de ficar em casa, pois, quanto maior o número de filhos, mais soldados e mão-de-obra para cultivar as terras.
Se observarmos os 'deuses' dominantes que se foram sucedendo, conseguimos facilmente perceber que importância se atribuía a cada sexo.
Nas primeiras civilizações, a criação do mundo era atribuída a uma deusa-mãe, sem auxílio de ninguém. As primeiras deusas eram figuras femininas, a deusa Terra, por exemplo.
Com as alterações sociais a figura feminina acabou por ser substituída por figuras masculinas, levadas ao cumulo do homem parir a mulher, ou de pegarem em velhos rituais realizados ao deus Sol e os transformarem em cultos personalizados e seguidos ainda por muitas religiões...
O que tornava a figura feminina especial, sagrada, doadora da vida e símbolo da fertilidade para as colheitas, começou a ser visto como um pecado. E, para que nem restassem duvidas, ela era, obrigatoriamente, a culpada de todos os males no 'Jardim do Paraíso'...
Até os seus dons como curandeira e parteira, adquiridos ao longo dos tempos a cuidar da sua família, começaram a ser perseguidos como se de bruxas se tratassem. E muitas assim foram torturadas e queimadas por representarem uma ameaça à comunidade médica e ao poder instituído.
Um dia, quem sabe, e até porque a vida neste planeta tem sido feita de ciclos, voltaremos a uma sociedade matriarcal, e os mesmos erros continuarão a ser cometidos. Ciclo atrás de ciclo.
Era bom que homens e mulheres percebessem que não se trata de competição, nem de separação, nem de força, nem de sentimentalismo, nem de ideias mais que preconcebidas atribuídas a cada um, ...mas sim de união.
Quem já assistiu a um parto sabe que não há 'força' maior que essa, e a velha história que 'um homem não chora' está já há muito ultrapassada. Eu adoro ver uma lágrima nos olhos de um grande homem...
Termos as mesmas oportunidades, sem descriminação alguma, em qualquer área da vida; unirmos o que ambos temos de melhor, e voltarmos aos exemplos dos deuses andróginos do hinduísmo e ao conceito filosófico de "Yin e Yang", em que o principio feminino e masculino governariam juntos.
... Sim, sim, eu sei que não será no próximo século :)
22 de junho de 2016
Palavras (con) sentidas
Foi lançado dia 19 de Junho
Parabéns a todos os participantes e companheiros desta viagem,,,
O poema com que participei:
'A Rainha
Nascera longe de ali, mas era daquele país que sentia saudades.
Abraçara com ternura aquelas vilas, aquelas ruas e gentes.
E Óbidos... Que bonita prenda de casamento!
Do seu Dinis, do seu rei poeta
Mas agora as crianças brincavam na rua.
Invejou tanta alegria, tanta liberdade e inocência.
Ela perdera tudo isso, mas ganhara o nome de Santa.
Sorriu.
Ainda hoje, a viver onde vivia, não conseguia perceber aquele 'milagre'.
Quando o seu soberano marido lhe perguntou o que trazia no regaço,
e lhe respondeu: 'São rosas, senhor',
não esperava que ele desconfiasse:
'Rosas, em janeiro?'
E muito menos contava que o pão que escondia
se transformasse na verdade das suas palavras.
As ruas estavam diferentes.
As pessoas diferentes estavam.
Até trajavam de forma estranha...
Mas alguns rostos permaneciam iguais, tristes e pobres.
Perguntou para si, se a rainha de agora não cuidava deles.
Estavam tão sós e abandonados...
Sentiu uma lágrima correr.
Quis fazer outro milagre.
Dar pão e calor.
Só mais um milagre.
Mas o seu corpo já não pertencia ali.
Só a sua alma ali ficara.'
21 de abril de 2016
Hoje é dia do 'Jardim de Infância'
O nome 'Jardim de Infância' parte do princípio de que as crianças devem ser
cuidadas e cultivadas, como se de plantas se tratassem.
Bonito, não?! :)
Devemos o conceito e o nome a um alemão, Friedrich Froebel, que, apesar de
ter nascido no século 18, já defendia que as crianças deviam ter um espaço
onde recebessem um tipo especial de educação.
Em Portugal as primeiras instituições especificamente para crianças até aos
6 anos datam de 1834, durante a Monarquia, pertenciam à iniciativa privada mas
com preocupações sociais.
Mais tarde em 1911, durante a I Republica duas leis acerca do pré-escolar
estabelecem fundamentos no que se refere aos objectivos, programa, qualificações
dos professores, etc, mas muito pouco foi feito devido à situação económica
caótica do país
Nas primeiras décadas do Estado Novo foram extintos os jardins-de-infância
oficiais e as medidas politicas orientaram-se no sentido de estimular a função
educativa da família e no apoio a instituições particulares. O ministério da
educação deixou de ser responsável pela educação pré-escolar, enquanto outros
ministérios desenvolviam serviços para as crianças antes da sua entrada no
ensino obrigatório sendo o objectivo principal destes serviços a diminuição da
mortalidade infantil onde a enfermeira de saúde publica tinha um papel
fundamental. Até 1906 a maioria dos centros para as crianças com menos de 6 anos
não tinham objectivos educacionais preocupando-se com os cuidados e necessidades
mais básicas das crianças.
Em 1971 com Veiga Simão no Ministério da Educação a educação pré-escolar
foi reintegrada no sistema educativo oficial fazendo parte de uma remodelação
total do sistema educativo português, que foi interrompido devido à Revolução 25
de Abril de 1974.
Após 1974 nota-se um aumento significativo do número de jardins de infância
e creches, do número de escolas de formação de educadores de infância, e ainda
no número de centros de educação especial.
A partir de 1997, o ME implementa o Programa de Expansão da Rede de
Educação Pré-Escolar, com o lema:
"Um Bom Começo Vale para toda a Vida".
Então, o nosso agradecimento a Froebel, pela ideia,
e aos 'jardineiros' dos
nossos filhos, que os 'cultivam' todos os dias!
3 de abril de 2016
Até sempre Mestre Pádua!
Na vida acontecem acasos felizes...
No prédio onde moro com a minha família, viemos a conhecer o Sr José, um vizinho simpático e conversador.
No entanto, nunca falara do que fazia, a não ser quando soube que eu também gostava de pintar.
Convidou-nos então para ver as centenas de quadros que tinha em sua casa e, posteriormente, para uma exposição sua numa Galeria da C M Amadora.
Vim então a conhecer o Mestre José Pádua.
Confesso que só aí conheci o seu trabalho. Mas gostei, não só do que fazia, mas da forma humilde como o fazia.
Passado algum tempo, veio, pessoalmente, convidar-me para participar na exposição em sua homenagem. Trouxe-me a tela e tudo :)
Felizmente que a Câmara da Amadora o homenageou em vida!
Felizmente para ele e para todos nós que tivemos a oportunidade de o fazer.
Nunca me esquecerei do modo simples como ensinou a nossa filha a desenhar um cavalo, e guardaremos esse desenho sempre com muita admiração e carinho.
José Pádua partiu, mas como um dia escrevi na tela em sua homenagem, estará vivo, sempre vivo, nas nossas memórias.
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