6 de janeiro de 2017

Dia de Reis




'Era uma vez uma estrela

que iluminou um céu,
um caminho,
Três reis a seguiram:
o indiano levava o ouro,
- a realeza -
o árabe levava o incenso,
- a divindade -
e o etíope a mirra,
- a humanidade -
Por longos dias viajaram
alimentados pela esperança,
pela lenda.
O que procuravam?
Nem eles próprios sabiam...
O principio de tudo?
O fim?
Um milagre?
Mas as grutas estavam vazias,
os estábulos abandonados,
e o deserto,
mais deserto que nunca...
Pensaram em desistir,
em abandonar o sonho,
exaustos, fracos, cansados.
Então a estrela,
outrora tão brilhante,
apagou-se.
A noite cobriu o mundo,
negra como o breu,
O ouro escureceu,
o incenso secou,
apenas a mirra,
tal como a Esperança
na caixa de Pandora,
tal como a essência
do mais puro perfume,
permaneceu igual.
Então os Reis perceberam:
o que procuravam não existia no vazio exterior,
pois não havia riqueza mais importante,
não havia divindade mais poderosa,
que a 'alma' da Humanidade.´

2 de janeiro de 2017

Filhoses para acompanhar a leitura...


É Natal... - dizia a minha filha - e eu não tenho filhoses para acompanhar as minhas leituras! 
Não sei porquê, este ano deu-lhe para isto... 
Gosta muito de ler, mas também gosta muito de comer :)
Só que é intolerante ao glúten, logo esta época festiva está repleta de doces, tentadores, mas impróprios para ela :(

Eu, que nem sou nada dada a estas coisas de iguarias tradicionais, nem tenho dom culinário algum, lá me enchi de coragem para lhe fazer umas filhoses.

Pedi a receita à amiga Ema, alguém que sim, é muito prendada nestas coisas, e apenas substituí a farinha de trigo pela farinha sem gluten, e o vinho branco por sumo de laranja (afinal destinavam-se a uma criança).

Foi no Louriçal, ao lume de uma lareira quentinha, que nos divertimos a fazê-las, as duas, e até nem ficaram más:



Segue então a receita:

. 1 kg de farinha sem gluten (eu fiz com a Nacional)
. 6 ovos
. As cascas dos ovos de óleo (ou seja, as 12 metades)
. As cascas dos ovos de sumo de laranja (ou seja, as 12 metades)
. Uma pitada de sal

Amassar tudo.
Deixar descansar cerca de 15 minutos
Estender a massa, e cortar
Fritar em óleo

Atenção: como esta massa não fica tão fofa como a de trigo, devem estar muito fininhas quando forem ao lume.

No final, passar por açúcar.

E pronto.
Lá ficou a minha princesa toda feliz com o seu 'pedaço de Natal' :)
Só quem vive privado de muitas coisas por causa desta intolerância compreende a alegria de uma criança quando consegue experimentar algo que parece tão importante para as outras pessoas...


26 de outubro de 2016

Apresentação na Escola Aprígio Gomes

A apresentação foi feita às 4 turmas do 4º ano, da Aprígio


No final a turma do 4º C cantou a canção: Não atiro o Pau ao Gato,
(uma nova letra que escrevi, para a musica já conhecida),
com a ajuda do Prof. João Nuno 
(obrigada prof !)



 
Para minha surpresa, o Prof Manuel teve a ideia de fazer estas engraçadas pregadeiras
(um obrigada também, gostei muito!)

*

Respondendo ao meu pedido, esteve presente a Anonimais,
com alguns gatinhos para adopção:





Que fizeram a delicia das crianças :)




E essa visita foi depois publicada no Face deles:


Página que podem sempre consultar, se procuram um animal de companhia :)

23 de outubro de 2016

Tivoli... 'Entre o Sono e o Sonho'...




Se alguma vez eu imaginava, quando era pequena e vi aqui, no Tivoli, as minhas primeiras peças de Teatro, que participaria no maior livro de poesia português, junto com mil outros autores...


E, aqui no Tivoli, celebraria essa participação 
com o poema 'O Jardim da minha infância'...  :)









O Jardim da minha infância

O jardim onde eu brincava,
sonhava, imaginava…
Tinha o arco-íris na sua entrada
Tinha um sol que nascia à meia-noite
O céu sempre cor-de-rosa
E a lua brilhava todo o dia…

Tinha um gato sorridente
Que dormia entre as flores
Trajava as cores que queria
…Todas, menos uma
Por isso o seu sorriso era triste…
Tinha até um coelho que corria
Que corria e parava
…Parava e corria
Sem ponteiros no seu relógio
O tempo só andava para trás…
Tinha ainda um Chapeleiro
De cara pintada, chapéu alto
E fato colorido,
Só que… não era Louco
Era tão sereno que me enlouquecia…
E assim era o meu jardim imaginário
Faltava sempre alguma coisa…
Raramente ‘era uma vez’,
a Bela não adormecia,
Nunca foram ´felizes para sempre’
As feiticeiras tinham asas,
…e os anjos, sem asas,
voavam em vassouras…
.