7 de agosto de 2017

REVISTA PROGREDIR

No mês passado convidaram-me a escrever para a Revista Progredir de Julho

O tema era a 'Paciência'

 
 

 
 
Podem ler a Revista
 
e o meu artigo ( pag 44 a 47 )
 
no Facebook da Progredir,
 
ou através do link:
 


Espero que gostem!

Eu gostei muito de o escrever e aguardo mais convites!!!

;)

21 de julho de 2017

Sobre Tatuagens...

 
Do colorir o corpo a... ‘digitaliza-lo’
 
 
 

 
Dentro do espírito das férias, resolvi fazer uma tatuagem... Mas uma  removível, pois das definitivas ainda não encontrei 'aquela' que me convencesse ‘até à eternidade’... :)
E, como vocês sabem, gostando eu de ‘investigar’ a origem das coisas, lembrei-me de conhecer a História desta pintura corporal mais a fundo.
Parece então que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto a própria humanidade.
O registo mais antigo foi encontrado no chamado ‘Homem do Gelo’, uma múmia
com uns 5300 anos, descoberta nos Alpes em 1991.
No Egito encontraram-se múmias femininas, datadas de 2000 anos a.C., com tatuagens na zona abdominal, provavelmente ligadas a cultos de fertilidade.
Mas esta prática estendeu-se por todos os continentes, embora com diferentes finalidades: ornamentação, camuflagem, rituais religiosos, marcação de escravos e prisioneiros, como identificação de grupos sociais, etc.
No Ocidente, acabou por cair em desuso com o cristianismo, que a proibiu.
Voltou com James Cook, que, na sua sua expedição à Polinésia, relatou a tradição deste povo, homens e mulheres, de pintarem o seu corpo, injetando pigmento preto, ao qual chamavam ‘tatau’ :)
Também Charles Darwin, cem anos depois, chegaria à conclusão, nos seus estudos, que todos os povos da Terra tinham conhecido a tradição das tatuagens.
Com a invenção da máquina de tatuar, esta pintura espalhou-se em maior escala, tornando-se até moda para alguns.
Se já tinham sido um culto, para muitas mulheres, em sociedades da Antiguidade, no século XX  não eram bem vistas no sexo feminino. Quem as fizesse era olhada como uma ‘atracção circense’, literalmente, e colocada até em exposição ao publico.
Horrível, mas verdade!
Por longos anos foram um símbolo de desvio e de rebeldia, até que as Pin-ups lhes deram outro significado: rebeldes sim, mas também feministas e donas do seu próprio corpo!
Uma das mulheres que mais 'marcou', em todos os sentidos :), a História da Tatugem foi Maud Stevens.
Ela nasceu  nos Estados Unidos em 1877 e começou por trabalhar em Circos como contorcionista e trapezista.
Com quase trinta anos conheceu Gus Wagner, um tatuador que se descrevia como 'o homem artisticamente mais marcado da América'. Tinha na altura 264 tatuagens.
Apaixonaram-se, casaram-se, e tiveram uma filha: Lovetta.
O casal, usando a técnica artesanal ponto por ponto, percorreu o país como tatuadores, mas também como atracções de espectáculos burlescos, em feiras e casas de jogo.
Maud, que também se tatuava a si própria, tinha o corpo coberto de desenhos patrióticos, e outros típicos da época, como borboletas, cavalos, leões, mulheres, árvores, e até o seu nome no braço esquerdo.
Interessante é que Maud, apesar de cobaia do marido, nunca permitiu que este tatuasse a filha, e quando este morreu, Lovetta decidiu que se não tinha sido tatuada pelo pai não o seria por mais ninguém!
Mas também se tornou tatuadora.
 
Imagem da Internet

Hoje em dia a tatuagem pode ser um simples desenho ou ter dezenas de cores, cobrir o corpo de preto, ser 3D ou até mesmo só brilhar no escuro.
Mas o seu futuro vai mais longe: várias empresas estão a criar aplicativos para tatuagens digitais. Trata-se de um dispositivo eletrónico, ultrafino, que adere à pele ou é inserido debaixo dela.
As suas possibilidades são muitas e variadas, nomeadamente no campo da saúde, possibilitando o acompanhamento do estado de saúde de um doente em tempo real, e até de permitir a conexão com dispositivos eletrónicos apenas com uma ordem do cérebro.
Um dia, talvez mais cedo do que pensa, a sua máquina de café começa a trabalhar assim que você acorda, e o seu telemóvel vai ficar no 'silêncio' pois detetou que você está concentrado... Ou a fazer algo mais interessante e não quer ser incomodado! ;)
 
 
Imagem da Internet
  
 
 

23 de maio de 2017

Depois de 'MANCHESTER'

(Dedicado a todas as vitimas)
 
 
E o mundo... fechou!

 O sol brilhava lá fora

 mas não aquecia ninguém,

 a lua cintilava

 mas não inspirava ninguém,

 As ruas ficaram desertas

os poetas morreram, a música calou-se

 ouvia-se apenas o silêncio

 o som do silêncio,

e o vazio...

 Trancaram-se as portas e fecharam-se as janelas,

os jardins pediam os risos das crianças

mas só o vento agitava os seus baloiços

 os teatros, os cinemas, as lojas

só o vento passava por elas...

A poeira cobria pontes e estátuas

a ferrugem outras tantas coisas

 teias, tal cortinados esfarrapados,

 decoravam becos desabitados...

 Os animais partiram

as andorinhas não voltaram

não mais se ouviu o canto do rouxinol

nem o miar do gato no quintal...

 O avô contava histórias do passado

 quando passeava na cidade

quando brincava com o cão

lendas, que ninguém acreditava...

E o bombista suicida, deambulava só

já não tinha uma multidão

não suportou a solidão

 carregou no botão

 e morreu sozinho!


7 de maio de 2017

Lançamento do livro MULHER POEMA

Hoje, dia 7 de Maio, dia da Mãe, foi o lançamento do livro MULHER POEMA

Neste pequeno livro participei com um poema e com um desenho:




  Carta a três Mulheres


 Quem foste tu

 minha grande antepassada

 de outro século,

 de outra vida?

 Uma vida escrava,

 serva, silenciosa,

 ...ou uma rebelde do seu tempo?

 E tu, minha mãe,

 o convento não era para ti,

 mas a liberdade pouco foi também.

 No tempo da outra Senhora

 não te deixaram ser quem querias,

 sociedade de tabus,

 de garanhões apressados,

 que desafiavam touros,

 mas vos rasgavam as saias justas,

 que combatiam na guerra

 mas batiam nas mulheres...

 E vocês, no vosso prazer fingido,

 - mas não muito -

 eram mães,

 pois assim mandava a Igreja,

 limpavam a casa,

 pois assim mandavam

 os viris chefes de família,

 …e ali acabava o vosso mundo,

 o mundo permitido.

 Mas tu, minha filha,

 podes voar!

 Porque nós lutámos por ti,

 usámos mini-saia e tampax,

 fumámos, votámos,

 conquistámos a universidade

 e a pílula,

 militarizámos, dissemos ‘não’,

 e reapropriámos o nosso corpo!

 Não somos mais o segundo sexo,

 morremos e tornámos a nascer.

 Não queremos mais

 um pequeno mundo,

 passamos-te o testemunho

 e agora a corrida é tua:

 Um pequeno mundo?

 Não, se já fomos deusas

 e amazonas,

 podemos com certeza

 ser astronautas,

 montar numa estrela,

 e conquistar o universo!












O meu desenho não foi o escolhido para a capa, mas está a ilustrar uma das páginas do livro

27 de abril de 2017

Uma Boa critica!


Hoje, por acaso, descobri uma critica ao meu livro no site:
LIVROS & LEITURAS:






Uma boa critica!
Obrigada!


http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=2532:carlota-e-o-gato-pinky&catid=44:infanto-juvenil&Itemid=148



9 de março de 2017

'Coisas que a minha filha escreve'' :)

Mais um projeto da Escola da filha:

Participaram algumas turmas, onde cada uma escrevia uma história.
Depois, cada aluno fazia um desenho para a ilustrar.

O resultado foi muito bom!








 Parabéns meu amor, adorei o teu desenho!

14 de fevereiro de 2017

S. Valentim




Muitos consideram o dia de S Valentim como mais um ‘truque’ comercial para o comum dos mortais gastar uns trocos em flores e jantares à luz das velas.

Mas talvez seja mais do que isso...

As lendas variam, mas todas são românticas e terminam tragicamente.

Os Romanos antigos realizavam, a 15 de fevereiro, uma festa em honra do deus Lupercus. Este mês significava para eles o renascimento, a purificação da terra, a preparação para a chegada da Primavera.

Mas, à semelhança do que fez com outras datas, a Igreja apoderou-se deste ritual pagão, deste rito à fertilidade, e substituiu-o por uma festa cristã, realizada a 14 de fevereiro. Atribuiu ao mártir Valentim este dia, que protegia os namorados, encaminhava-os para o casamento e para a procriação.

A partir daqui a lendas foram imensas:

Que o Santo foi o primeiro a realizar a união entre um legionário pagão e uma jovem cristã, que perderia a vida se o jovem não se convertesse e se batizasse;

que realizava casamentos ‘às escondidas’ do Imperador Claudio II;

que se apaixonou pela filha do seu carcereiro e a curou da sua cegueira, escrevendo-lhe uma carta de amor assinando ‘From your Valentine’, expressão que ficou até hoje...

Enfim, lenda ou verdade, a figura deste sacerdote sobreviveu como um símbolo do romantismo, e tornou-se o santo mais popular da Idade Média.

Os Poetas desta altura começam a associar o dia deste Santo ao dia da celebração do amor.

No século XVIII era comum que amigos e amantes, de todas as classes, trocassem pequenos recados de afeto escritos à mão, e por volta de 1900 chegam os cartões impressos com motivos românticos.
 
E vocês? Que importância dão a este dia?
Interesse comercial ou não, acaba por marcar uma data, um dia para reservarmos para a nossa cara metade, nesta correria do dia a dia...