7 de abril de 2026

PARIS


 


PARIS


Visitar Paris era um sonho antigo.

Resolvi concretiza-lo este ano pelo meu aniversário... E amei!

                                                     

Reservei a viagem em novembro, e andámos a contar os dias entusiasmados, bem, eu e a filha, pois não era um destino sonhado pelo marido, mas acabou por gostar.

É impossível não gostar de Paris!

Marquei quatro dias, sei que não dá para ver tudo, mas se levantarmos cedinho - e tivermos pernas para galgar todas aquelas escadas do metro de Paris! - conseguimos ver muita coisa, talvez o essencial.
Chegámos sábado, dia 14 de Março, pelas 13:30h, num voo tranquilo, e à hora.

Quando entrámos no transfer chovia torrencialmente. Pensei que tínhamos as férias estragadas, pois passear pela cidade com frio era perfeitamente suportável, mas com chuva...

O motorista era um senhor da Arménia, como muitos em França, era bastante simpático, conversador, e tentou até dizer algumas palavras em português, pois convivia assíduamente com portugueses num café que frequentava.

O apartamento, nos Appart’City Confort Paris Villejuif, era agradável, limpo, e quente. Sim, estava muito frio em Paris!

Tínhamos um quarto para nós, e a filha ficou na sala, que tinha o essencial: cozinha, microondas, figorifico, televisão, uma pequena mesa, sofás, e o sofá cama, já aberto e com a cama feita.

Já levávamos umas sandes feitas para não perdermos tempo nesse primeiro dia, pelo que foi praticamente só pousar as malas e sair à descoberta!

Os apartamentos estavam muito bem situados, também por isso os escolhi, perto da estação do metro (linha 7), com um supermercado (intermarché) também logo ali, além de terem um preço acessível.
Assim, foi só comprar uns suminhos e seguir!

A primeira conquista foi perceber as linhas do metro.

O metro de Paris tem 16 linhas, que cobrem mais de 219 quilómetros e contam com mais de 300 estações. Estas linhas funcionam de forma integrada, conectando toda a cidade e arredores.
Ora, viajar com uma adolescente ajuda muito, e logo ela percebeu como os bilhetes funcionavam, a modalidade mais económica e prática para os comprar, e como o fazer.

Ou seja, eu ainda tentei falar com o senhor que estava na bilheteira, mas acho que ele sabia menos que a minha filha ;)

Então era só ela passar com o telemóvel nas portas de acesso, e pronto.

O primeiro destino era o Trocadero.

 



   



                       ( Net: Vista da Torre Eiffel » o caminho que fizemos, do Trocadero à Torre )

Assim, apanhámos o Metro, linha 7, para a estação Place d'Italie, daqui para a Linha 6 (direção Charles de Gaulle-Étoile) e saímos na estação Trocadero.

O nome Trocadero foi inspirado numa batalha travada por Napoleão Bonaparte em 1823, em Espanha.

A praça tem no seu centro uma estátua do Marechal Foch montado num cavalo e um memorial do exército francês. Por último, abaixo do Palácio de Chaillot, situa-se a Fonte do Trocadero, composta de várias pequenas bacias e de uma maior, ao centro, que dispõe de vinte canhões de água cujos jatos não estavam a funcionar.

Mas, a verdadeira atração, pelo menos para mim, era apreciar a vista do miradouro. Julgo que é considerado o melhor ponto de observação para a 'Dama de Ferro', oferecendo também uma  panorâmica inigualável dos Jardins do Trocadéro, da Fonte de Varsóvia e do Sena.

Especialmente ao pôr do sol, ou iluminada, a vista para a Torre Eiffel é icónica.

Depois de muitas fotos, selfies e não só - afinal era a TORRE EIFFEL - descemos da esplanada pelos jardins, passando por lagos e estátuas dos anos 30.

Chegamos então à nossa primeira margem do Sena. Já tinha lido que este rio era uma decepção, dada a sua sujidade, assim como Paris; mas, talvez dada a altura do ano, tudo me pareceu muito limpo e bonito.

A ponte principal, que liga a zona do Trocadéro à Torre Eiffel, é a Pont d'léna. Esta ponte, construída por ordem de Napoleão, oferece outra das vistas mais icónicas e diretas para o monumento, sendo o trajeto pedonal mais comum para os turistas.

Depois de mais umas tantas fotos, daqui, apanhámos o autocarro - linha 30 - para o Arco do Triunfo.

Os dois principais arcos de Paris, o Arco do Triunfo e o Arco do Carrossel, diferem principalmente pela idade, localização e escala.


 

O Arco do Triunfo (1806-1836), no topo da Champs-Élysées, é monumental, e honra o exército, enquanto o do Carrossel, perto do Louvre, é menor, mais antigo (1806-1809) e celebra a vitória em Austerlitz.
O Arco do Triunfo, com 50 metros de altura, e mandado construir por Napoleão Bonaparte, possui gravado o nome de 128 batalhas e 558 generais, é uma comemoração pelas vitórias nas guerras napoleónicas e também é uma homenagem ao soldado desconhecido.

A rotunda que o rodeia é um caos ao vivo!

Muito trânsito, que circula sem traços na estrada para o orientar, viaturas a ultrapassar sem qualquer cuidado, tudo a apitar... Só nos cinco minutos que lá estivemos a ver como se atravessava, para chegarmos ao Arco, uma moto bateu num carro.

Felizmente, a passagem dos peões é subterrânea!

E felizmente optámos por andar de Metro em vez de alugar carro.

Quando lá chegámos estava a decorrer uma homenagem, à volta de uma chama que existe no solo, por baixo do Arco. Pelo que li, esta chama é mantida acesa desde 1923. Ela nunca se apagou, mesmo durante momentos históricos difíceis.

Reza a história que no dia 28 de janeiro de 1921, oito soldados não identificados foram enterrados sob o Arco do Triunfo, diante da avenida Champs Élysées. Para que os “mortos pela França” não fossem esquecidos, foi criada a Chama da Lembrança, encarregada de iluminar, dia e noite, a tumba dos soldados. E Mesmo durante a ocupação alemã, quando Paris estava sob o comando dos nazis, a chama continuou a homenagear os mortos pela pátria.

Graças à associação 'A chama sob o Arco do Triunfo, Chama da Nação', todos os dias às 18:30h, a chama do túmulo é acesa. Foi a cerimónia a que assistimos.

No regresso ao apartamento ainda voltámos ao Trocadero para ver a Dama de Ferro iluminada.
Nessa saída do metro tem algumas lojinhas onde se podem comprar muitos souvenirs engraçados.

 

   

Ao fim do dia, fomos a uma pastelaria gluten free, a Copains, na Boulangerie Lyon, para a filha provar uns croissants, e umas baguetes francesas. Muito simpáticos.

Fomos jantar a um McDonald's em Villejuif, na expectativa que a pequena pudesse comer um hamburguer sem gluten, mas, afinal, o Mac francês é o unico na europa que não faz menu sem gluten. Lá terão as suas razões, com as quais talvez até concorde. A dinâmica deste tipo de restaurante nunca me pareceu 100% seguro para quem é realmente celíaco.


No segundo dia, 15 de Março, o primeiro destino era Notredame.

Apanhámos a Linha 7 - direção La Courneuve - e saímos na estação Place Monge.

Para mim esta é a zona mais bonita de Paris.


 

 

















A Catedral de Notre-Dame ressuscitou do incêndio de 2019, que ainda hoje não se sabe se foi provocado por um curto-circuito, ou por um ato de negligência, como uma beata de cigarro mal apagada.

Mas muitas vezes as desgraças trazem boas consequências, pois o restauro removeu séculos de fuligem, revelando a cor clara e original da pedra e pinturas murais vibrantes que antes estavam escurecidas.

Embora o acesso às torres seja pago, e exija uma boa preparação física, a entrada na catedral é gratuita, e muito procurada.

É obrigatório ver os vitrais e rosáceas, a coroa de espinhos - uma das relíquias mais sagradas do cristianismo -, reparar nas abóbodas e candeeiros, na estátua medieval da Virgem com o Menino (Notre-Dame de Paris), que sobreviveu ao incêndio, no altar central com o baixo-relevo das cenas bíblicas e na figura de Nossa Senhora da Piedade, pinturas religiosas e tapeçarias históricas que passaram por um processo de restauro minucioso antes de serem reinstaladas.

No exterior, as gárgulas icónicas, e a agulha de Viollet-le-Duc, que colapsou em 2019, e agora coroa novamente o topo da catedral. Ainda se encontram obras em curso.

No chão da praça, mesmo em frente à Catedral, existe uma placa de bronze, o Ponto Zero, que marca o centro geográfico de Paris, de onde todas as distâncias rodoviárias na França são medidas.

 




           

O que ficou por ver: a livraria Shakespeare.

Soube depois, que ao pé da Catedral, existe uma icónica livraria de língua inglesa. Sim, no coração de Paris: Rue de la Bûcherie, nº 37. Fundada em 1951 por George Whitman, em frente ao Sena e à Catedral de Notre-Dame, é um ponto de encontro histórico para escritores e amantes da literatura, famosa pelo seu charme boémio e história literária. É um espaço que evoca a história literária de Paris. Tive pena de não saber da sua existência na altura. Fica para uma próxima...

 


De seguida, voltámos ao Metro, apanhámos a linha 1 - amarela - no sentido La Défense, saímos na estação Palais Royal - Musée du Louvre ou Louvre - Rivoli.

E lá fomos descobrir o Louvre.








O exterior do Museu do Louvre é uma obra-prima arquitetónica que mistura a fortaleza medieval com o seu classicismo francês e a modernidade, destacando-se a icónica Pirâmide de Vidro, o Pátio Napoleão (Cour Napoléon), a estátua equestre de Luís XIV e o Jardim das Tulherias.

A Pirâmide, alvo da maioria das fotos dos turistas, permite fotos bastante divertidas.

O que ficou por ver:

O museu por dentro, e a Pirâmide invertida.

Seguimos depois pelo Arco do Triunfo do Carrossel, localizado entre o Louvre e o jardim, um monumento dedicado às vitórias de Napoleão.




    

 

O Arco do Triunfo do Carrossel também foi mandado construir por Napoleão, para comemorar as vitórias militares do seu exército. Localizado entre o Museu do Louvre e o Jardim das Tulherias, é o mais antigo e funcionava como um portal para o antigo Palácio das Tulherias.

Existe ainda um terceiro arco, o Arco de La Défense, que foi inaugurado em 1989 em comemoração ao bicentenário da Revolução Francesa. Situa-se no centro comercial e financeiro de Paris.

O que muita gente também não sabe é que os três arcos estão alinhados numa mesma reta chamada de “Eixo Histórico”, que possui mais de 200 anos e contempla a história de diversos monumentos, começando pelo Museu do Louvre, passando por toda a Champs-Élysées.

 

   

    O Jardim das Tulherias é um passeio agradável - e obrigatório! - que se estende até à Place de la Concorde, com estátuas, fontes, e um grande lago com patos. Tem algumas cadeiras à volta deste, permitindo um pouco de descanso às pernas cansadas das escadas do Metro, ou até para partilhar uma sandes com um pato simpático.

                                                       

 

Passámos pelas Galeries Lafayette, ( interior das quais ficou por visitar ) e apanhámos o metro na estação Tuileries, linha 1 - Amarela, e fomos para os Champs-Élysées.

O destino era o Petit Palais, um edifício histórico e museu das Belas Artes, situado na avenida Winston Churchill, zona dos Champs Élysées. O edifício foi construído pelo arquitecto Charles Girault para a Exposição Universal em 1900, fazendo parte de um conjunto monumental com o Grand Palais e a Ponte Alexandre III.

A ideia era visitar algum museu em Paris, já que 'saltámos' o interior do Louvre, muito complexo para tão poucos dias.






 

Grand Palais


 Petit Palais

Aberto primeiramente como Palácio das Belas Artes da Cidade de Paris, é um edifício lindíssimo, tanto no seu exterior como no interior.

O próprio edifício onde fica o museu é a primeira grande obra de destaque aqui.

É um daqueles museus onde parte da atração é o prédio em si, ele que foi projetado no fim do século XIX já mesmo com propósito de abrigar exposições. Ou seja, ninguém nunca residiu aqui, ao contrário do que aconteceu com o Louvre, Versalhes, Fontainebleau, ou Chantilly, e tantos outros. Só as grades ao lado da porta já merecem uma observação mais atenta: são em Art Nouveau e foram consideradas obras-primas já na época da construção do Palais.

O domo lembra o Palácio dos Inválidos (onde está o tumulo de Napoleão) e os detalhes esculpidos, o Louvre.

São dois centros de exposições, um grande e um pequeno: Le Grand Palais e Le Petit Palais, que ficam em frente um do outro. Enquanto que o Grand Palais abriga eventos, o Petit Palais abriga este Museu das Belas-Artes da Cidade de Paris.

Os bilhetes pagos são para as exposições temporárias que ocorrem aqui. A exposição permanente (gratuita), que eu visitei, toma uma boa hora, ou mais, se nos detivermos em algumas obras específicas. O público zanzava entre as salas, num sentido e noutro, a procurar o que ver, como quem passeia com o namorado ou os amigos num domingo à tarde. Mais edificante que passear num Centro Comercial, digo eu.

As suas coleções, que vão desde a Antiguidade Greco-Romana até ao começo do século XX, não deixaram de ser enriquecidas principalmente através de diversas doações. Se debruçarmos um pouco da nossa atenção, vamos encontrar obras bastante interessantes, como as que chamaram a minha:

 


Ísis, a mágica, pertence ao inicio da era romana no Egipto.

Esta imagem de bronze de Ísis, com cerca de 2.000 anos, embora oxidada, ainda transpira a imponência da que foi uma das figuras mais reverenciadas do Egito Antigo, e que inspiraria muito da iconografia que os cristãos depois adotariam em torno de Maria.

 

Lécito de fundo branco mostrando uma dexiosis na Grécia Antiga.

Um lécito, aprendi, trata-se deste tipo de vaso que os gregos antigos usavam para guardar óleos perfumados. Era comum que eles fossem decorados, como este da foto que retrata uma dexiosis, um aperto de mão, como os gregos o chamavam.

Quem inventou o aperto de mão? Não se sabe ao certo, mas os gregos antigos já o utilizavam, assim como os antigos egipcios. Seu registro mais antigo julgo datar-se dos assírios no século IX a.C. Não se sabe exatamente como a lógica surgiu, se era meramente para denotar intento pacífico — mostrando que na mão não tinham nenhuma arma — ou se também servia para selar acordos.

Como tudo em grego soa mais elevado, gostei deste dexiosis pela curiosidade que me despertou.

 

 

Adorei esta escultura: Joana D’Arc, pelas mãos do escultor Emmanuel Frémiet (1875)

Confesso que ao princípio não a identifiquei, mas talvez seja a estátua mais bela de Joana D’Arc que eu já vi, uma das minhas heroínas preferidas da História.

O escultor coloca-a de joelhos, de armadura e em oração, ela que alegava ouvir vozes que a guiavam. Seja como for, creia-se ou não no aspecto metafísico, ela foi uma personagem fundamental na História francesa.

    Capturada pelos borgonheses (aliados dos ingleses) em 1430, foi vendida aos ingleses. Foi acusada de heresia, feitiçaria e de se vestir com trajes masculinos. Com apenas 19 anos, Joana d'Arc foi queimada viva na fogueira em Ruão. Vinte e cinco anos após a sua morte, um tribunal da Igreja anulou a sentença. Foi beatificada em 1909 e canonizada como Santa Padroeira da França em 1920 pelo Papa Bento XV. É conhecida como "A Donzela de Orleães", um símbolo de coragem, patriotismo e independência, sendo uma das figuras mais estudadas da História da França.

    
                                              

    

O funeral de Carlos o Bom, Conde de Flandres, celebrado em Bruges na Igreja de São Cristóvão em 22 de abril de 1127 (Jan van Beers, 1875).

A obra é do século XIX, retratando algo que se passou no século XII, quando, com toda a pompa medieval, foi enterrado o conde de Flandres, Carlos o Bom.

O conde ganhou esse cognome por distribuir comida aos pobres e, além disso, combater a prática, comum no seu tempo como em certos contextos ainda hoje, de acumular alimento para fazer o preço subir e vendê-lo mais caro num momento de crise.

Acabou por ser morto dentro da igreja por paus-mandados de uma família nobre que ele desagradou, em bom estilo Game of Thrones. Mas a sua fama ficou. A pintura, que é bastante longa, mostra muitos de robes negros assim como cavaleiros cruzados no cortejo.

Uma curiosidade: o pintor belga teve a ousadia de se colocar a si próprio no cortejo, bem no centro, olhando para nós. Ao vivo, as silhuetas negras destacam-se criando uma sensação de três dimensões.



Sol poente sobre o Sena em Lavacourt, efeito de inverno (Jean-Claude Monet, 1880)

Uma das obras mais famosas do Petit Palais, um quadro original de Monet, o primeiro e mais conhecido dos pintores impressionistas., que estava em destaque nesta data.

O impressionismo, para quem perdeu aquela aula de Belas Artes... ah, não, o ensino tradicional acha que é tempo perdido aprendermos estas coisas… foi um movimento artístico do fim do século XIX, nascido em França, que depois contou também com expoentes de outros países, como o holandês Van Gogh.

A obra de Monet fala por si mesma, e somos capazes de ficar ali um bom tempo contemplando, e sentindo a vista para o rio Sena, num dos arredores de Paris, naquela França no final do século XIX. Aliás, estava um banco mesmo em frente para isso.

Tem também exposto o material de trabalho de Ernest-Jules Renoux, conhecido pelas suas cenas urbanas parisienses capturadas com uma sensibilidade impressionista.


Gostei particularmente da estátua The Dancer Sacha-Lyo, de Serge Youriévitch, que representa a bailarina russa Sacha Lyo numa pose dinâmica, equilibrada na ponta de um pé, exemplificando o movimento e a elegância da era Art Déco.

A poucos minutos de toda esta arte, fica a Ponte Alexandre III, considerada por muitos a ponte mais ornamentada e bonita de Paris. Liga o Petit Palais e o Grand Palais (na margem direita) à Esplanada dos Inválidos (na margem esquerda). Foi construída no estilo Beaux-Arts, também como já referi, para a Exposição Universal de 1900, e destaca-se pelas suas estátuas douradas, querubins e candeeiros de estilo Art Nouveau.


       

Oferece outra das melhores panorâmicas para a Torre Eiffel e para o próprio Rio.


 

Visitámos ainda o estadio do PSG,a pedido da pequena que fazia questão, e terminámos o dia em frente ao famoso moinho de Moulin rouge.

Fundado em 1889 por Joseph Oller e Charles Zidler no bairro de Montmartre, em Paris, o Moulin Rouge foi criado durante a "Belle Époque" para ser um local de diversão popular e extravagante. Ficou mundialmente famoso como o berço do French Cancan e um centro boémio frequentado por artistas como o pintor Toulouse-Lautrec, que imortalizou o local com os seus cartazes e pinturas.


 

 

O cabaré tornou-se rapidamente um ícone da "Belle Époque" e do Cancan, a escandalizar e a atrair multidões. Hoje, continua ativo com a revista "Féérie", mantendo a tradição com 80 artistas, incluindo o famoso cancan. Diz-se que foi o primeiro edifício em Paris a ter eletricidade, e esta inovação foi fundamental para criar o ambiente vibrante e luminoso do famoso cabaré na Belle Époque, contribuindo para a reputação de Paris como "Cidade Luz".

E terminámos a jornada no apartamento, muito cansados das perninhas, mas a beber um bom vinho francês, e a provar um dos seus famosos queijos.


 

O queijo francês em forma de coração mais famoso é o Neufchâtel, um queijo cremoso e macio da Normandia com longa tradição. Feito com leite de vaca, a sua forma peculiar simboliza o amor, com raízes históricas que remontam à Guerra dos Cem Anos. Reza a lenda, que as jovens normandas moldavam o queijo em forma de coração para declarar o seu amor aos soldados ingleses. Embora o Neufchâtel seja o mais tradicional, outros queijos, como o Cœur de Coupigny, também adotam esta forma romântica.


Dia 16 de Março.

Como não podia deixar de ser, um dia foi reservado para a Disney.

 

   

 

Fomos de metro, da linha 7, Villejuif para Maison Blanche, mudámos para a linha 14 até à Gare de Lyon, e desta apanhámos o RER A, com destino a Marne-la-Vallé Chessy, que pára mesmo à porta deste parque mágico.

Entrámos na gruta dos 7 anões da Branca de Neve, andámos nas chávenas da Alice, no Labirinto dos jardins desta, que acabam no castelo da Rainha de Copas. Aqui temos uma boa vista sobre quase todo o parque. O labirinto é muito engraçado, com muitas figuras simbólicas da Alice, como a Lagarta, as Cartas...


                     

Percorremos as profundezas dos Piratas das Caraíbas, uma das atrações mais engraçadas, e assistimos ao desfile das personagens.

Depois, e sem fazermos ideia para o que íamos, pois montanhas russas nunca foram a nossa praia, acabámos no Star Wars. Confesso que estivemos quase a desistir quando nos apercebemos que os gritos que ouvíamos vinham mesmo dali, mas ficámos estoicamente.

 

E, admito, até foi divertido, muito embora tenha feito a viagem praticamente de olhos fechados! Depois fui ver:

A montanha-russa indoor Star Wars Hyperspace Mountain continua sendo uma das mais queridas graças à sua icónica construção, à repentina subida, e a um percurso escuro que ainda oferece inversões sólidas e uma sensação divertida e caótica.

É a mais rápida da Disney, e além da alta velocidade, inclui inversões e um lançamento emocionante, sendo considerada a mais intensa do complexo, ideal para quem procura adrenalina e fortes forças G.

   Andámos depois na montanha russa do comboio mineiro, e fomos à Casa do Terror. 


  

 

Depois de todas essas emoções, nada como ficar a apreciar cerca de meia hora o espetáculo de fogo de artifício e luzes no castelo da Disneyland Paris, frequentemente chamado de DisneyDreams ou Illuminations.

O show ocorre diariamente no encerramento do Parque Disneyland, combinando projeções, fontes, lasers e música.

  





Inclui projeções no Castelo da Bela Adormecida, drones (em shows recentes como Tales of Magic), chamas e pirotecnia.

A pequena ainda comprou um Remie de Peluche, que andava a namorar havia meses.

Eu recebi as minhas prendas de aniversario, um fio com a Sininho, da filha, e outro fio com a rosa da Bela o Monstro, prenda do marido.

Foi um dia muito espectacular, mágico mesmo.

E acabámos por ter até sorte com o tempo, pois não choveu mais desde que chegámos, apenas umas pinguinhas na Disney, sem mossa.

 

Dia 17, de Março, que era realmente o meu aniversário, acabou por ser o menos interessante, mas estávamos cansados, e, no fundo, satisfeitos.

Tivemos de deixar o apartamento pelas 11h, demos uma volta pela zona, e acabámos por ir almoçar a um restaurante português: Chez Martinho, em Gentilly.

Quando voltámos aos apartamentos, o transfer já nos aguardava, o mesmo motorista Albanês, que nos fez uma grande festa.

Depois o aeroporto, e o regresso a Lisboa, onde chegámos pelas 22h.

Adorei Paris.

Talvez um dia volte, desta feita com mais conhecimento de como a visitar, e com mais tempo para aproveitar as lindas esplanadas que tem.

    Até um dia.

 




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